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@tribunaldigitaldejusticapu815 O OLHO INFINITO Naquele tempo ninguém conhecia a câmera oculta. Os povos e os seus ideários convergiam e divergiam indiferentes à geração do modo de vida. Um dia, após conviver e comemorar milênios com a cidade, o seu melhor invento, notaram haver algo além das paredes e tetos de proteção física saudável. O indivíduo e a convivência social aparentemente reproduzia um álbum de fotografias. Esta sensação à época não comprovada inaugurou o ambiente superurbano. Todos queriam imitar e substituir o olho da verdade. A cidade inventou a correspondência virtual permanente para induzir o veredicto inescapável do olho a ser ele mesmo o composto da vida eterna. Fizeram-se câmeras, luminárias, neon, laser para disfarçar a busca incansável do olho infalível, faróis, holofotes, microscópios, telescópios de diversos tamanhos e alcance, prédios e obras de arte de vidro, sinalizadores, infravermelho de ver no escuro e um acelerador de partículas nucleares de vinte...